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quinta-feira, 19 de maio de 2016

[RESENHA] Espada de vidro, Victoria Aveyard

Por Amanda Medeiros

Olá galerinha como vão? Ando um pouco sumida mas é por um bom motivo. Comecei um emprego novo, pois passei em um concurso numa cidade vizinha e agora a vida está corridíssima e estou tentando ainda conciliar  trabalho, faculdade, meus artesanatos, concursos e minhas leituras. Portanto peço desculpas por estar devendo algumas resenhas a vocês.

Mas, vamos ao que interessa! Acabei a leitura do livro "Espada de vidro" agora mesmo e vim correndo contar a vocês as minhas considerações a respeito da continuação da trilogia "A rainha vermelha".

Espada de Vidro
A Rainha Vemelha # 2
Victoria Aveyard

Ano: 2016 / Páginas: 496
Editora: Seguinte

"Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar".O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Uma Mare insensível e controladora. Quase uma prateada.


Como já disse a vocês, o meu tempo está bem corrido, mas preciso dizer que esta leitura foi um pouco arrastada e não foi por causa do tempo. Sinceramente esperava mais da leitura do livro já que há quase 1 ano esperava ansiosamente pela continuação. Na leitura me deparei com uma narrativa seca, frases curtas e sem empolgação. Apesar das diversas cenas de muita ação, Mare está enrrigecida e a narrativa em primeira pessoa não passou a emoção que existia no primeiro livro. Sei que muitas pessoas gostaram da sequência de Rainha Vermelha, mas achei apenas um bom livro e este não me surpreendeu tanto quanto o primeiro. 

Em "Espada de vidro", Mare passa de uma garota insegura para uma mulher arrogante e antipática, que pensa apenas nos seus interesses e não na verdadeira causa: igualdade de direitos entre vermelhos e prateados. A protagonista arrasta consigo sanguenovos, dando descupa a si mesma de que Maven os mataria se não a seguissem. Vimos no decorrer do livro que estava errada e que todas as mortes provocadas por ela foram apenas para saciar a sua vontade de vingança. 

Mare, se fecha em si mesma e não percebe o que acontece ao seu redor. Se torna egoísta com seus próprios desejos e não consegue nem ao menos chorar pela morte de seus familiares. Critica tanto as atitudes de Maven e Elara mas não percebe que ela própria age sem misericórdia para com os seus e os prateados. 

A grande frase do livro anterior "TODO MUNDO PODE TRAIR TODO MUNDO" se perde neste livro e no geral não encontramos grandes traições no decorrer da narrativa, deixando de surpreender o leitor que a todo momento imagina se tem algum personagem que não é o que parece. 

De qualquer forma, é um livro bom, uma boa continuação e um prato cheio para quem gosta de ação do início ao fim. Porém, deixou a desejar nas reviravoltas que encontramos na trama anterior. Agora vamos aguardar o próximo livro para ver como essa história toda termina.

Será que Mare se tornará uma Rainha? Será que casará com Maven? Mare passará a ser mais humana na próxima narrativa? Cal a perdoará por suas atitudes? Ficam as perguntas para serem respondidas ano que vem. Vamos aguardar!